Rede Violência Zero, quando a comunidade se une para quebrar o silêncio

O quinto vídeo da série “Novas Caras Portuguesas” dá voz à Rede Violência Zero, da Coolabora, um projeto sediado na Covilhã, apoiado pelo PESSOAS 2030, que atua na prevenção e combate à violência doméstica e de género, mostrando como o trabalho em rede pode salvar vidas e reconstruir percursos.
25 de Fevereiro, 2026

Integrado na tipologia de operação do PESSOAS 2030 “Estruturas de Atendimento, Acompanhamento e Apoio Especializado a Vítimas de Violência Doméstica e Violência de Género, este projeto evidencia a importância de uma primeira linha de apoio especializada, capaz de quebrar barreiras, combater o isolamento e devolver às vítimas a capacidade de decisão sobre as suas próprias vidas. A violência doméstica é um crime público. Exige rapidez, articulação e uma resposta eficaz. No novo episódio da série Novas Caras Portuguesas, o Programa PESSOAS 2030 dá a conhecer a Rede Violência Zero, promovida pela Coolabora, uma cooperativa de intervenção social que, desde 2010, trabalha de forma concertada com múltiplas entidades para apoiar vítimas de violência doméstica e de género.

Ao longo do vídeo, percebemos que não existe “uma vítima tipo”. Existem histórias distintas, contextos diversos, menores envolvidos, situações de crise e processos longos de reconstrução emocional. Percebemos também que nenhuma resposta é possível sem o envolvimento de diversas entidades ou serviços: forças de segurança, serviços de saúde, autarquias, ação social, escolas e entidades da sociedade civil trabalham diariamente em conjunto para garantir proteção, encaminhamento e apoio social, assegurando a Coolabora o acompanhamento psicológico especializado e o apoio emocional necessário a cada pessoa ao longo do seu processo de recuperação.

Através do apoio do Fundo Social Europeu Mais e do Estado português, no âmbito do PESSOAS 2030, foi possível ampliar a intervenção no acompanhamento de pessoas adultas e também junto de crianças e jovens, bem como reforçar o trabalho preventivo na comunidade. O impacto é visível: há mais denúncias feitas pelas próprias vítimas, mais consciência coletiva e maior mobilização social.

Este vídeo é um testemunho do que acontece quando uma comunidade decide não banalizar a violência doméstica e de género e assume que este não é um problema individual, mas coletivo.

🎥 Assista ao novo episódio de Novas Caras Portuguesas e conheça o trabalho da Rede Violência Zero. Porque quebrar o silêncio pode ser o primeiro passo para recomeçar.