Lançada em março de 2025 pela Comissão Europeia, a iniciativa “Union of Skills” integra a agenda política europeia para responder aos desafios estruturais que marcam o futuro da Europa, nomeadamente a escassez de competências, as transições digital e verde e a necessidade de reforçar a resiliência económica e social.
Através de uma abordagem integrada, a “Union of Skills” articula políticas de educação, formação, emprego e inovação, mobilizando instrumentos e financiamento europeu para apoiar Estados-Membros, instituições de ensino, empresas e cidadãos. A iniciativa insere-se num quadro mais amplo de prioridades da Comissão Europeia, alinhado com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais e com as metas para 2030 em matéria de qualificações e emprego.
Um ano após o seu lançamento, a Comissão Europeia faz o ponto de situação da implementação desta estratégia, destacando progressos ao nível da governação, do investimento e da concretização de medidas. Entre os principais desenvolvimentos destaca-se a criação de novas estruturas de coordenação e monitorização, bem como a mobilização de financiamento europeu significativo para apoiar o desenvolvimento de competências em toda a União.
A iniciativa tem vindo a promover o reforço das competências de base, o desenvolvimento de competências digitais e a valorização das áreas STEM, com uma atenção particular à promoção da igualdade de género nestes domínios. Neste contexto, destaca-se o apoio a mais de 280 mil mulheres e raparigas para ingressarem em áreas científicas e tecnológicas, contribuindo para reduzir desigualdades estruturais e alargar a participação feminina em setores estratégicos para o futuro da economia europeia. Paralelamente, tem sido reforçada a aproximação entre sistemas de educação e formação e o mercado de trabalho, bem como o desenvolvimento de medidas que apoiam a requalificação e o aperfeiçoamento de competências ao longo da vida, com particular enfoque em trabalhadores e setores em transformação. A “Union of Skills” tem vindo também a reforçar a dimensão inclusiva das políticas de competências, promovendo medidas dirigidas a grupos mais vulneráveis e com maiores dificuldades de acesso à educação e formação, com o objetivo de reduzir desigualdades e assegurar que ninguém fica para trás.
Relativamente aos próximos passos, a desenvolver em 2026, a Comissão Europeia destaca um conjunto de iniciativas estruturantes que visam reforçar a coerência e a eficácia das políticas europeias de competências. Entre estas, inclui-se a definição de uma nova estratégia para a educação e formação profissional, orientada para tornar estes percursos mais atrativos, inclusivos e alinhados com as necessidades do mercado de trabalho. Está igualmente prevista uma iniciativa dedicada à portabilidade de competências, que pretende facilitar o reconhecimento de qualificações entre Estados-Membros e promover a mobilidade de trabalhadores no espaço europeu.
Adicionalmente, será desenvolvido um pacote de medidas no domínio da educação, com enfoque no reforço das competências de base e digitais, na capacitação de docentes e no aprofundamento da cooperação entre sistemas educativos. Estas iniciativas visam assegurar uma resposta coordenada aos desafios colocados pelas transições em curso, contribuindo para uma Europa mais qualificada, inclusiva e competitiva.
Este enquadramento é particularmente relevante para o PESSOAS 2030, enquanto programa financiado pelo Fundo Social Europeu Mais, que contribui diretamente para estes objetivos através do apoio à qualificação, ao emprego e à inclusão social, em regra nas regiões menos desenvolvidas de Portugal continental. O Programa intervém de forma estruturante no reforço do sistema de educação e formação profissional, visando o desenvolvimento de competências ajustadas às necessidades do mercado de trabalho e à promoção da inclusão social.
Paralelamente, assume um papel ativo na promoção da igualdade de oportunidades, nomeadamente através do incentivo à participação de mulheres nas áreas STEM e nas tecnologias de informação e comunicação (TIC), contribuindo para reduzir desigualdades de género em setores estratégicos.
Ao investir nas pessoas e nas suas competências, o Programa posiciona-se como um instrumento central na concretização das prioridades europeias, reforçando a capacidade de resposta do país aos desafios presentes e futuros
